Cubanos protestam agora contra sanções dos EUA
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sexta-feira, 30 de junho de 2000
Associated Press De Havana 
Agora que Elián González (foto) está de volta à sua casa, os cubanos podem prever cada vez mais marchas, passeatas e debates na televisão sobre o assunto. Desta vez, no entanto, as mobilizações de massa não serão focalizadas no menino travesso de apenas seis anos de idade, mas nas políticas de imigração dos Estados Unidos e nas sanções comerciais que prejudicam seu povo, segundo o governo cubano.
Mais de 300 mil pessoas são esperadas hoje para uma manifestação na cidade de Manzanillo, no sudeste do país. Este será o primeiro protesto do tipo desde a chegada de Elián.
A manifestação iniciará um novo e extenso capítulo de luta contra a assassina Lei de Ajuste Cubano, assim como contra o embargo norte-americano e outras políticas desenvolvidas para asfixiar o país, publicou ontem o jornal comunista Juventud Rebelde.
Prosseguiremos sem um minuto de trégua ou descanso nossa luta para preservar os direitos sagrados que conquistamos com muito sangue e sacrifício, acrescentou o diário.
Cuba organizou mais de 100 manifestações semelhantes nos sete meses em que Elián esteve fora, convocando centenas de milhares de cubanos de todo o país para demonstrar apoio popular à volta do garoto para sua casa.
Elián e sua família permaneceram longe dos olhos do público ontem, como estão desde o retorno discreto deles na noite de quarta-feira. Eles estão instalados em um internato especialmente preparado em Havana, onde viverão pelas próximas duas ou três semanas ao lado dos professores e colegas de classe de Elián.
Mais tarde, terão uma semana de folga para em seguida retornar a Cárdenas, cidade portuária situada a leste de Havana.


