Cubano-americanos criticam grupos anticastristas
Associated Press
De Washington
O povo norte-americano está absolutamente horrorizado com essa atitude radical dos grupos (anticastristas) da Flórida, porque eles estão agindo como se estivessem declarando um Estado independente e soberano em Miami, disse o advogado cubano-americano José Pertierra, um especialista em questões de imigração.
Ele falava sobre a atitude dos líderes de alguns dos grupos de imigrantes cubanos de tentar impedir que Elián González seja entregue a seu pai, Juan Miguel González, que vive em Cuba, e de continuar a usar o garoto de seis anos como bandeira de sua luta contra o regime do presidente Fidel Castro.
A mãe de Elián morreu na trágica travessia com outras nove pessoas. O menino foi criado e vivia com o pai em Cuba. O Serviço de Imigração e Naturalização (INS) confiou sua custódia temporária a um tio-avô, Lázaro González, que mora em Miami e até agora resistiu a facilitar o retorno de Elián a seu pai.
Pertierra imigrou para os Estados Unidos quando era menino e foi criado por parentes que tinham ódio visceral por Fidel Castro e romperam com os membros da família que apoiaram a revolução socialista.
Essa divisão irreconciliável é a realidade de muitas famílias cubanas, disse ele, falando em espanhol. No caso de Elián, contudo, Pertierra insiste desde o início do caso que o único desfecho possível é o que as autoridades americanas começaram a preparar na quinta-feira, quando Juan Miguel González chegou a Washington. Por ordem do Departamento de Justiça, Lázaro González terá de entregar o menino ao pai nesta semana.
A secretária da Justiça, Janet Reno, confirmou ontem que não prorrogará mais os prazos e a transferência de Elián a Juan Miguel terá de ocorrer nesta semana.





