Cuba reúne países do Terceiro Mundo
France Presse
De Havana
Cuba tentará na próxima semana conseguir uma posição comum do Terceiro Mundo para exigir das nações industrializadas uma mudança de rumo do neoliberalismo que feche o rombo entre ricos e pobres, na Cúpula Sul, que se realizará de segunda a sexta-feira da semana que vem em Havana. Entre os participnates estará o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Havana vê neste encontro uma oportunidade para que as nações pobres deixem de lado suas divergências e se unam diante dos países mais poderosos do mundo, que, por sua vez, também terão uma reunião de cúpula na ilha japonesa de Okinawa.
No conclave de Havana, para o qual são esperados mandatários de mais de 50 países dos 133 membros do Grupo dos 77 (G-77), serão debatidas a globalização da economia, as relações entre o Norte rico e o Sul pobre, assim como as relações Sul-Sul e a ciência e a tecnologia.
O século XX finaliza com o triste balanço de aprofundamento do rombo que divide as nações desenvolvidas das que não atingiram o desenvolvimento, assegurou Cuba em um anteprojeto de declaração final da Cúpula Sul.
As relações entre o Norte e o Sul são marcadas em um contexto de crescente instabilidade que deu lugar ao surgimento de tensões e conflitos econômicos e políticos de novo tipo, cujas dimensões em alguns casos constituem sérias ameaças à paz e à segurança mundiais, adverte a posição cubana.
O encontro em Havana acontecerá antes da reunião de cúpula do Grupo dos 8 (os sete países mais poderosos do mundo e a Rússia), que se realizará de 21 a 23 de julho na ilha de Okinawa, na presença dos chefes de Estado e de Governo, entre eles o presidente norte-americano, Bill Clinton.
Em Havana, o Terceiro Mundo fixará pontos convergentes em temas como a pesada dívida externa com as nações ricas e a exigência de que os industrializados cumpram seus compromissos de apoiar programas de desenvolvimento dos países pobres.
Cuba pede a união das nações pobres contra esta ordem injusta, econômica e ambientalmente insustentável, imperfeita e irracional, que hoje tentam nos impor.





