Havana - Uma ''gigantesca marcha'', convocada pelas autoridades de Cuba em rechaço à política externa de Washington para com a ilha de governo comunista, terminou ontem em Havana depois de quase seis horas, em frente à sede diplomática americana.
Encabeçadas pelo presidente Fidel Castro, mais de um milhão de pessoas - segundo cifras oficiais e extraoficiais - participaram na demonstração, considerada como uma das maiores mobilizações populares realizada na capital cubana nos últimos anos.
Os manifestantes, procedentes de todos os bairros da cidade e da vizinha província de La Habana, começaram a marchar por volta das 14 horas locais (15h de Brasília), de forma pacífica e ordenada, segundo jornalistas da AFP.
Centenas de ônibus estacionados em uma vasta área da cidade aguardaram os manifestantes para levá-los de regresso aos seus lugares de origem, alguns deles localizados a cem quilômetros da região em que se realizou a mobilização.
A demonstração civil foi convocada pelas autoridades cubanas em repúdio ao Plano de Transição para uma Cuba Livre, divulgado semana passada pelo governo do presidente americano George W. Bush, com o objetivo de ''acelerar'' um processo de democratização na ilha.
Vestindo sua tradicional farda de combate, Fidel leu uma ''proclamação dirigida a Bush'' antes de se colocar à frente da marcha, que começou às 8h30 (9H30 de Brasília) diante do prédio que ocupa o Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, o qual parecia deserto visto de fora.
A maioria dos manifestantes da denominada ''marcha combativa'' se deslocou para as áreas de concentração na madrugada de ontem.

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