de Havana

France PresseRecepçãoFidel Castro recebe o presidente Fujimori em Havana com todas as honrasO presidente do Peru, Alberto Fujimori, afirmou ontem que Cuba está disposta a receber os rebeldes do grupo Tupac Amaru, que mantêm 72 reféns em Lima, caso todas as partes envolvidas estejam de acordo. Depois de ter aparecido inesperadamente na República Dominicana no domingo, o presidente peruano, Alberto Fujimori, foi ontem a Havana - em outra visita surpreendente -, para conversações com o líder cubano, Fidel Castro.
Embora Fujimori não tenha divulgado oficialmente o motivo da viagem a Cuba, diplomatas haviam confirmado que ele foi exclusivamente negociar a concessão de asilo para o comando do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) - que, desde 17 de dezembro, mantém os reféns na residência do embaixador japonês em Lima.
O governo peruano nega-se a ceder às exigências dos sequestradores, que querem a libertação de mais de 400 militantes do grupo confinados em prisões do Peru, mas está disposto a deixar que os sequestradores deixem o país em troca da soltura dos reféns, em cativerio há 76 dias. Ontem cedo, contudo, porta-vozes do MRTA afirmaram que o comando de 20 sequestradores não está interessado em asilo político.
Em Havana, Fujimori foi recebido por Fidel Castro na escada do avião e ambos seguiram diretamente para a sede do governo cubano. Lá, Fujimori e Fidel conversaram a portas fechadas. Desde o início do sequestro, Cuba tem evitado divulgar pronunciamentos oficiais sobre o episódio.

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