Cuba não aceita o novo embaixador da Espanha
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quarta-feira, 27 de novembro de 1996
France Presse 
HAVANA - Numa decisão que equivale ao congelamento de relações diplomáticas, o governo cubano resolveu não concordar com a designação de José Coderch como novo embaixador da Espanha em Cuba, segundo informaram diversas fontes aos correspondentes estrangeiros em Havana. O comunicado verbal foi feito oficialmente segunda-fe9ra à noite ao atual embaixador espanhol, Eudaldo Mirapeix.
Segundo as fontes, a decisão cubana foi baseada em declarações feitas em 31 de outubro último pelo embaixador espanhol designado a um jornal madrilenho, classificadas pelo Governo de Cuba como uma monumental violação dos princípios de direito internacional e inaceitável intromissão nos assuntos internos.
Coderch havia declarado ao jornal madrilenho ABC que, como embaixador em Cuba, estaria aberto ao diálogo com a oposição anticastrista, em concordância com a política de Aznar, que pediu à União Européia para que as sedes diplomáticas dos 15 em Havana designem funcionários para dialogar com os dissidentes cubanos.
De acordo com o comunicado verbal transmitido pelo Chanceler cubano, Roberto Robaina, ao atual embaixador, a declaração do embaixador designado revela um programa de trabalho que prioriza a ingerência como missão fundamental, segundo as fontes.
Estas afirmaram que a decisão cubana será transmitida pelo Chanceler Robaina ao corpo diplomático acreditado em Cuba.
Na ausência do novo chefe da missão espanhola, Coderch, e com a saída do atual embaixador, Mirapeix, a embaixada da Espanha em Havana ficará sob a responsabilidade do ministro conselheiro Javier Sandomingo, como encarregado de negócios.
Mirapeix havia sido enviado de Cuba à Jordânia pelo novo Governo espanhol como parte da mudança da política do Presidente do Governo espanhol, José María Aznar, em relação a Cuba.


