Cuba impede entrada de jornalistas estrangeiros
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quinta-feira, 03 de agosto de 2006
Folhapress 
São Paulo - O governo cubano impediu ontem que ao menos quatro jornalistas estrangeiros entrassem em Cuba para fazer a cobertura sobre o estado de saúde do ditador Fidel Castro, três dias após sua internação para uma cirurgia. As autoridades alertaram ainda que os jornalistas que tenham entrado com visto de turista e trabalharem serão expulsos.
A medida reforça o blecaute informativo imposto em Cuba desde que foi anunciada a transferência ''provisória'' do poder de Fidel para seu irmão Raúl, 75 anos. As edições de ontem dos jornais locais, controlados pelo governo, procuraram passar a mensagem de que as organizações do Partido Comunista mantêm o controle da ilha.
Os repórteres que tiveram sua entrada impedida dos jornais americanos ''Washington Post'' e ''Miami Herald'' e das rádios Programas (do Peru) e Cooperativa (do Chile) chegaram ontem em um vôo procedente do Panamá, mas foram barrados no aeroporto e forçados a tomar o vôo de volta, segundo relato de um deles.
Cuba também está negando ou não respondendo a pedidos de visto para jornalistas. ''Durante o mês de agosto só havia credenciamento para o aniversário de Fidel Castro, mas já não será celebrado; portanto, não serão dados vistos aos jornalistas para fazer nada mais'', disse um porta-voz da embaixada de Cuba em Londres à BBC.
Defesa Cuba pôs em alerta seu sistema defensivo e reforçou a mobilização popular para o caso de uma eventual ''agressão militar'' dos EUA ou de uma ofensiva dos exilados cubanos de Miami. ''Os meios de combate estão prontos para nos defender'', anunciou na edição de ontem o jornal oficial ''Granma''. Outros meios de comunicação locais, todos sob controle estatal, apelavam ao patriotismo, chamando a população a enfrentar as ''ameaças do império e a máfia terrorista''.


