Estava prevista para ontem à tarde a chegada a Cuba do furacão Michelle, considerado pelos meteorologistas como o mais perigoso dos últimos 50 anos. Por precaução, as autoridades retiraram 150 mil pessoas de Havana. Alguns especialistas comparam o furacão Michelle com o de 9 de novembro de 1932, que arrasou o povoado de Santa Cruz do Sul, matando 3 mil pessoas.

Às 4 horas de Brasília foi dado o alerta sobre o perigo do furacão no oeste de Cuba, desde Pinar del Río a Ciego de Avila. A trajetória irregular do Michelle é seguida minuto a minuto por especialistas desde Havana e Miami. A parte mais recente, situada a 215 quilômetros ao Sul-Sudoeste do extremo ocidental de Cuba, tem ventos de 215 km/h e traz consigo uma impressionante massa de água.

Ontem à tarde, intensas chuvas e rajadas de vento de relativa intensidade afetavam a capital cubana, onde seus mais de dois milhões de habitantes permaneciam atentos seguindo as instruções permanentemente difundidas pela Defesa Civil através de rádio e televisão. Eram previstas intensas ressacas na costa sul da ilha, e ondas com mais de seis metros de altura.

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