Cuba: dissidentes à espera de anistia com visita do papa
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sábado, 17 de janeiro de 1998
AE-Reuters Havana 
Quatro dissidentes políticos cubanos, presos há seis meses, e familiares deles esperam que o regime de Fidel Castro lhes conceda uma anistia em razão da visita que o papa João Paulo II fará a Cuba a partir de quarta-feira. Vladimiro Roca, Martha Beatriz Roque, Félix Bonne e René Gómez, dirigentes do Grupo de Trabalho da Dissidência Interna, foram detidos depois de divulgarem um documento no qual criticavam duramente o regime cubano.
Nada temos de concreto que aponte para a libertação deles, mas temos a esperança e a fé de que o papa nos possa ajudar em algo, afirmou a mulher de Roca, Magali de Armas. Num relatório recente, a ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional informou haver mais de 500 presos políticos no país.
Autoridades do governo e da Igreja Católica cubana estavam empenhadas ontem em acertar os detalhes de última hora para receber o papa. A Nunciatura Apostólica de Cuba montou um escritório na sala de imprensa do Hotel Habana Libre, onde trabalharão os jornalistas de diários, revistas e emissoras de TV e rádio mais importantes do planeta.


