Cuba deve dominar debates em Cúpula
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo- A 5 Cúpula das Américas foi aberta ontem com a chegada dos 34 líderes que participam da reunião sob a Presidência de Trinidad e Tobago, o país anfitrião. Um 35º país, Cuba, não está representado, mas é presença constante nos discursos e declarações dos chefes de Estado e deve ser um dos temas dominantes do encontro.
Todos os líderes caminharam por um tapete vermelho instalado no Hotel Regency Hyatt de Port of Spain, a capital de Trinidad e Tobago, atrás da bandeira de seus respectivos países antes de se posicionar em seus lugares.
Um a um e precedidos de suas respectivas bandeiras, os líderes compareceram ao salão de convenções do hotel Hyatt, onde se reunirão durante dois dias.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, um dos maiores críticos da cúpula, foi o primeiro a ser chamado. Barack Obama (EUA) foi o que recebeu mais aplausos do público presente, assim como o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning.
A reunião, vista como o ponto de partida para um novo diálogo entre o Norte e o Sul, pode ser dominada pela questão das relações entre Cuba e Estados Unidos, com vários países da região pedindo a Washington o fim do embargo à Ilha.
A falta de referência ao embargo no rascunho da declaração final da cúpula já indignou alguns países, como Venezuela, Nicarágua e Honduras, que planejam vetar o documento, que normalmente é aprovado por consenso.
Obama, o grande nome da cúpula, foi ovacionado enquanto caminhava pelo tapete vermelho. No discurso na cerimônia de abertura, divulgado antecipadamente pela Casa Branca, Obama, expressará a disposição do seu governo de ''levar a relação entre EUA e Cuba a uma nova direção'' e abordar com o governo cubano assuntos como ''os direitos humanos e a reforma democrática até drogas, imigração e assuntos econômicos''.
Ontem, em visita ao México, Obama afirmou que recente suspensão das restrições a viagens e remessas a Cuba por parte dos EUA representa ''uma demonstração de boa vontade'' à qual espera que o governo cubano responda. Ele reconheceu que a mudança em Cuba não ocorrerá de repente e disse que ''uma relação congelada durante 50 anos não derrete da noite para o dia''.
O embargo econômico dos EUA a Cuba teve início em fevereiro de 1962, em retaliação às expropriações contra empresas e cidadãos americanos que Fidel Castro determinou no ano anterior, ao declarar a natureza socialista da revolução cubana. Desde 1961, os dois países não mantêm relações diplomáticas.
O nicaraguense Daniel Ortega compareceu de roupa informal e sem gravata, enquanto a argentina Cristina Kirchner cumprimentava os presentes enquanto caminhava.


