O governo cubano anunciou ontem sua decisão de libertar mais de 200 prisioneiros, incluindo presos políticos. De acordo com o porta-voz do Ministério do Exterior cubano, Alejandro Gonzalez, o presidente Fidel Castro decidiu perdoar ‘‘várias dezenas’’ de pessoas que estavam numa lista entregue a autoridades pelo secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano, durante a visita do papa João Paulo II a Cuba, no mês passado.
A Secretaria de Estado do Vaticano indicou, em um comunicado, que havia sido informada de que o governo cubano ‘‘libertou certo número de presos’’ e ‘‘indultou dezenas de pessoas’’. A Secretaria foi informada de que o governo cubano ‘‘libertou certo número de presos, como ato de clemência e de boa vontade’’.
O cardeal Sodano havia confirmado que, durante a visita papal, uma lista de mais de 300 ‘‘presos políticos’’ foi apresentada a Havana. Para esses presos foi solicitado um gesto de clemência a título humanitário. O governo cubano, em resposta às ‘‘razões humanitárias invocadas’’ por João Paulo II, ‘‘indultou igualmente certo número de detidos por diversos motivos’’. A Secretaria de Estado se congratula por estas medidas que ‘‘abrem uma perspectiva concreta de esperança para o futuro dessa nobre nação’’, conclui o comunicado. (Das agências)

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