Cruzeiros turísticos são mantidos: polêmica
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
France Presse 
A companhia de cruzeiros Royal Caribbean decidiu manter o Haiti na rota de seus navios de turismo, apesar da situação do país após o terremoto da semana passada. Para a companhia, preservar a atividade e o trabalho de seus funcionários haitianos é a melhor maneira de ajudar.
A Royal Caribbean possui uma ilha própria, a Labadee, no norte do Haiti, a 150 km do epicentro do terremoto que atingiu em cheio a capital, Porto Príncipe. Os cruzeiros da empresa param em Labadee três vezes por semana.
Para ontem estava programada a chegada do ''Liberty of the Seas'', um monumental cruzeiro com capacidade para 3.600 passageiros, que pagaram para desfrutar de dois dias no paradisíaco refúgio haitiano, que não foi afetado pelo tremor.
''Estamos com os itinerários normais, com três navios por semana em Labadee'', disse à AFP a diretora de comunicação corporativa da Royal Caribbean, Lyan Sierra-Caro.
O anúncio da manutenção das viagens levantou uma forte polêmica, questionando se a companhia faz bem em continuar atracando seus cruzeiros em território haitiano como se nada estivesse acontecendo.
''Não consigo me imaginar comendo um hambúrguer nessas praias sabendo quantas pessoas morreram, quantas estão morrendo de sede e quantas vão morrer por causa dos ferimentos que sofreram'', disse um passageiro no blog Cruise Critic, contando ter viajado a Labadee pouco antes do terremoto.


