- SÁBADO, 17 DE JANEIRO: Bill Clinton depõe sob juramento no caso de Paula Jones. Esta ex-empregada do Estado de Arkansas acusa o presidente de assédio sexual em 91.
- QUARTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO: Os jornais ‘‘The Washington Post’’ e ‘‘Los Angeles Times’’ revelam que o Clinton teria tido um caso com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, e que teria pedido a ela para mentir sobre o ‘‘affair’’ na Justiça. A imprensa revela também que o promotor independente Kenneth Starr foi encarregado de investigar este caso e que Monica Lewinsky teria contado suas aventuras com o presidente para uma colega do Pentágono, Linda Tripp. Esta outra, entregou 17 fitas gravadas de conversas com a moça, sem o conhecimento da jovem. Bill Clinton nega para a TV que tenha tido o casso ou pedido a moça para mentir.
- QUINTA-FEIRA, 22 DE JANEIRO: O ‘‘The Washington Post’’ disse que Bill Clinton teria reconhecido pela primeira vez, em seu depoimento, ter tido uma relação com Gennifer Flowers (uma ex-cantora de cabaré) quando foi governador de Arkansas. Também teria reconhecido ter enviado presentes para Lewinsky. Clinton reafirma não ter pedido a ninguém que mentisse à Justiça. Membros do Congresso e vários especialistas dizem que obstruir a Justiça é um delito, e pode levar ao impeachment do presidente. Um dos amigos do presidente, Vernon Jordan, desmente formalmente ter incitado Monica Lewinsky a mentir a Justiça.
- SEXTA-FEIRA, 23 DE JANEIRO: Vários ministros de Governo assumem a defesa de Clinton. As acusações são ‘‘Completamente falsas’’, disse a secretária de Estado, Madeleine Albright. Um depoimento de Mônica Lewinsky, sob juramento, é adiado indefinidamente. Ela ia ser interrogada pelos advogados de Paula Jones.
A secretária particular de Bill Clinton, Betty Currie, é citada para comparecer pelo fiscal independente Kenneth Starr, que investiga o escândalo.
O advogado de Monica Lewinsky, William Ginsburg, indica que sua cliente aceitaria colaborar com a Justiça em troca de imunidade judicial. A porcentagem de opiniões a favor de Bill Clinton cai de 60 para 50% em uma semana, segundo uma pesquisa da ‘‘TV CNN’’ e da revista ‘‘Time’’.
- SÁBADO, 24 DE JANEIRO: Uma agente literária, Lucianne Goldberg, feroz opositora a Clinton, tinha convencido Linda Tripp a gravar as confidências de Monica Lewinsky. Bill Clinton organiza sua defesa e chama o advogado Mickey Kantor, ex-secretário de Comércio e fiel amigo dele.
- DOMINGO, 25 DE JANEIRO: Mais de dois terços dos americanos acham que Bill Clinton não disse toda a verdade, segundo pesquisa da ‘‘TV NBC’’. O presidente deve renunciar se as acusações se comprovarem, afirma o senador republicano John Ashcroft, um dos primeiros a falar abertamento em impeachment.

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