São Paulo - O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo decidiu abrir sindicância para apurar o uso de injeções de hormônios femininos em pedófilos tratados no Ambulatório de Transtornos de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, no ABC paulista. O órgão médico não tinha registro de que a terapia, popularmente conhecida como ''castração química'', já fosse aplicada no País. O tratamento reduz o desejo sexual e prejudica as ereções temporariamente. Só é aplicado com o consentimento dos pacientes que não respondem a outros remédios, como antidepressivos.
Segundo o primeiro secretário do conselho, Reinaldo Azevedo, o órgão quer verificar se o psiquiatra Danilo Baltieri, responsável pelo ambulatório, baseou-se em evidências científicas. ''Esse tratamento tem de estar embasado em evidências científicas de que traz benefício e é seguro. Se isso não estiver demonstrado, o uso é experimental e teria de ter sido autorizado por um comitê de ética em pesquisa (antes de ser aplicado)'', declarou Azevedo.
Baltieri revelou usar a técnica e declarou que o tratamento é baseado em estudos científicos e orientações de entidades médicas como a Associação Internacional para o Tratamento de Agressores Sexuais.

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