Críticas aos EUA na Cúpula da Terra
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de junho de 1997
Luis Torres de la Llosa 
France Presse
Nova York
A recusa de os Estados Unidos em cumprir os compromissos assumidos em 1992 no Rio de Janeiro, em matéria de redução de gases poluentes e de ajuda ao desenvolvimento verde no Terceiro Mundo, é alvo de numerosas críticas. Se os Estados Unidos - única superpotência - não ficarem no bom caminho, por que os demais o fariam?, perguntou o diretor-executivo do Greenpeace, Thilo Bode.
O presidente Bill Clinton, que fará seu pronunciamento oficial na cúpula amanhã, se nega até o momento, pressionado pelo Congresso e pelos grandes grupos industriais americanos, a se comprometer em fixar uma cota às suas emissões de gases poluentes. Clinton dirá qual será o objetivo a longo prazo, disse o secretário de Estado adjunto Timothy Wirth.
Um acordo sobre o controvertido tema é inconcebível sem os americanos, cujas combustões de petróleo e carvão enviam 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono à atmosfera, ou seja a quarta parte da emissão total de gases poluentes.
Os Estados Unidos, à frente do restante dos países industrializados, também são criticados desde ontem pelos países do terceiro mundo, que reclamam 0,7% do PNB de ajuda pública anual prometido no Rio de Janeiro. A ajuda se reduziu então a 0,27%, em média, em 1995, e foi de apenas 0,1% nos Estados Unidos.


