Críticas ao plano de ajuda que OSCE oferece à Albânia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de abril de 1997
France Presse 
TIRANA - O envio de uma força multinacional, patrocinada pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), perseguiria um objetivo equivocado se se limitasse a proteger a entrega de ajuda humanitária em vez de se dedicar a restabelecer a ordem pública primordial no país, admitiram experts humanitários em Tirana.
Estes especialistas de alto nível entrevistados pela AFP, que pediram anonimato por causa dos laços que unem suas organizações com os países que participam da força multinacional, lamentaram que a intervenção do contingente europeu não esteja destinada ao restabelecimento das estruturas do país.
Isto sucede com frequência, lamentou-se um deles. Os atores internacionais não têm nenhuma intenção de se envolver numa solução política, que teriam que começar por encontrar. Então se dedicam a operações humanitárias para satisfazer a opinião pública européia, acrescentou.
Foram registradas 10.000 pessoas vulneráveis,, assinalou. Já foi oferecida suficiente ajuda para cobrir suas necessidades mas na Albânia o aspecto humanitário não é, nem de longe, o mais importante, explicou.
Uma missão das Nações Unidas considerou que o país não se encontra numa situação de crise humanitária grave (...) É certo que existem necessidades imediatas mas são limitadas.
Não temos nenhum informe que fale de pessoas morrendo de fome ou em estado de desnutrição, assegurou o chefe de uma missão presente na Albânia há algum tempo. O que este país necessita é de uma restauração da ordem e de uma assistência económica, acrescentou.


