No país da ovelha clonada Dolly, as associações de defesa dos animais se indignaram com a apresentação, ontem, nos Estados Unidos, do primeiro macaco geneticamente modificado,‘‘ ANDi’’. As entidades planejam uma mobilização nacional para que a Grã-Bretanha não siga o exemplo. ‘‘Os animais não estão na Terra para ser explorados pelos humanos’’, protestou Robin Webb, porta-voz da Frente de Libertação dos Animais (ALF), contactado ontem por telefone pela AFP.
ANDi (DNA inserido grafado ao contrário) é o primeiro primata não-humano portador de um gene estranho. Nasceu dia 2 de outubro de 2000 nos laboratórios do Centro Regional de Investigação de Primatas da Universidade de Ciências da Saúde de Oregon, em Portland (EUA). Os cientistas, que anunciaram quinta-feira seu bom estado de saúde, poderiam introduzir genes de doenças humanas nos primatas, como os da mucoviscidose ou mal de Alzheimer.
A União britânica para a Abolição da Vivisecção (BUAV), a Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade com os Animais (RSPCA), a Uncaged Campaigns, ALF e muitas outras estimam que desta vez a ciência foi muito longe.

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