São Paulo - O governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi acusado de censura por internautas e meios de comunicação do país após um corte brusco em uma entrevista com o ex-chefe de gabinete argentino, Alberto Fernández, no momento em que criticava a mandatária.
Em um programa da emissora de televisão C5N, o jornalista Marcelo Longobardi comentava com Fernández sobre as críticas da presidente em relação a dois artigos dos jornais La Nación e Clarín, em que chamou os autores de ''nazistas'' e ''antissemitas''.
''Cada vez que há alguma coisa que a presidenta não gosta, ela se irrita com o emissor. Os que escreveram esses artigos não são merecedores de semelhantes qualificativos'', disse o ex-chefe de gabinete.
Após a fala do político, a transmissão foi interrompida quando o jornalista faria uma pergunta e entraram os comerciais. O programa não voltou ao ar depois do corte e não houve exibição durante as madrugadas, como está na grade do canal.
O corte foi feito após oito minutos de entrevista entre Longobardi e Fernández, que não aparentaram saber da saída do ar. Durante a entrevista, o político, que participou do governo de Kirchner até 2009, criticou as últimas medidas do governo, como a retirada de subsídios e a passagem de responsabilidades dos meios de transportes de Buenos Aires para o governo local, e o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno.
O presidente do Grupo Infobae, responsável pelo canal C5N, Daniel Hadad, pediu desculpas pelo incidente e assumiu toda a responsabilidade pelo incidente, que ocorreu por ''excesso de formalismo'', já que o programa deveria terminar às 23 horas. O governo argentino não comentou as acusações de censura.

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