Cristãos de Bagdá terão Natal triste
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2003
Ian Timberlake<br>France Presse 
Bagdá Para os cristãos de Bagdá, o primeiro Natal depois da queda de Saddam Hussein será muito triste, pela falta de segurança e de recursos, que se junta à incerteza de sua situação no futuro Iraque. Em Karrada, um bairro do centro de Bagdá habitado por numerosos cristãos, não há clima de festa e muitos até se sentem saudosos do antigo regime, quando pelo menos se sentiam seguros.
O boneco que representa Papai-Noel numa loja de presentes de Najiba John permanece inanimado. ''Infelizmente não temos eletricidade'', diz a proprietária, assinalando que o boneco canta e dança.
Mas não é só Papai-Noel. Ninguém tem planos para ir dançar e muitos até se questionam se vale a pena ir às igrejas para a missa do Galo. ''Temos medo de explosões'', afirma a dentista Nisrine Thomas, de 30 anos. ''No antigo regime, festejávamos o Natal até de madrugada, mas este ano não nos atrevemos a sair'', acrescentou.
As forças da coalizão que ocupam o Iraque não conseguiram, nove meses depois da queda do regime, restabelecer a segurança no país.


