Crise política se aprofunda na Rússia
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domingo, 30 de agosto de 1998
France Presse 
MisériaMendicância, uma cena comum hoje nas ruas de Moscou e outras cidades O anúncio foi feito ontem à rede local de TV, o líder do partido, Guennadi Ziuganov. O ultranacionalista Vladimir Jirinovski também anunciou que seu partido (LDPR) apoiará os comunistas, enquanto os reformistas do Iabloko reafirmaram oposição à volta de Chernomyrdin ao governo. Estes três grupos representam 228 deputados na Duma (câmara baixa do Parlamento), num total de 450; ou seja, eles têm a maioria absoluta.
Os comunistas, a principal força na Duma, decidiram rejeitar um projeto de acordo político concluído domingo entre o Kremlin, o governo e o Parlamento, com o objetivo de facilitar a aprovação da candidatura de Chernomyrdin.
Menos poderO documento defende principalmente uma redução dos poderes do presidente em prol do gabinete e do Parlamento. O presidente Boris Yeltsin deve dar a resposta hoje, mas a rejeição pelos comunistas representa um novo impacto.
Viktor Chernomyrdin está enfrentando reação de nacionalistas e comunistasChernomyrdin participou do naufrágio da economia. Durante cinco anos ao lado de Yeltsin, ele multiplicou experiências no governo, declarou ontem, à rede NTV, o líder do Partido Comunista, Guennadi Ziuganov. Em relação ao documento, Ziuganov estimou que iria acobertar, como antes, a arbitrariedade de Yeltsin.
Não apoiaremos este documento, que será esquecido assim que a candidatura de Chernomyrdin passar na Duma, afirmou à NTV o líder do Iabloko (oposição reformista), Grigori Iavlinski.
Poderemos caminhar para um quadro no qual a candidatura do primeiro-ministro será apresentada várias vezes em seguida e acho que as consequências financeiras e econômicas disto serão sentidas logo, advertiu Alexandre Chokhine, líder da facção parlamentar Nossa Casa a Rússia, o partido de Chernomyrdin. A análise da candidatura de Chernomyrdin está em princípio prevista para hoje.


