Crise nuclear está longe de solução, dizem analistas
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
France Presse 
Tóquio - Os esforços do Japão para solucionar os problemas da crise nuclear em Fukushima serão acompanhados pelo mundo antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, afirmam observadores. Porém, apesar das promessas do governo de que a situação na usina está "sob controle", eles afirmam que os problemas não estarão resolvidos em 2020.
Discursando para autoridades olímpicas em Buenos Aires, antes da decisão do fim de semana para que a capital japonesa sedie os Jogos, o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que não há nada com o que se preocupar. "Fukushima nunca causou e nunca causará danos a Tóquio. A água contaminada tem sido contida em uma área de 0,3 km quadrado do porto", afirmou. "Não tem havido problemas de saúde e nem haverá."
Mas para críticos dentro e fora do Japão, os comentários de Abe sobre a catástrofe em Fukushima, onde um tsunami inundou os sistemas de resfriamento e fez os reatores se fundirem, beiram a desonestidade. "O problema da água contaminada está longe da solução. Este problema tem acontecido todo o tempo desde que os reatores foram destruídos. Água contaminada tem vazado para o oceano desde então", afirmou Hiroaki Koide, professor adjunto do Instituto de Pesquisas de Reatores da Universidade de Kyoto.
Tomoo Watanabe, diretor do Centro de Pesquisas de Oceanografia Pesqueira e Ecossistemas Marinhos, disse que a situação não está "controlada", mas disse concordar com o premier quando este afirmou ser necessário deixar para trás as manchetes alarmantes para ver a verdade.
E em meio a uma onda crescente de críticas internacionais, o governo japonês apresentou na semana passada um plano de meio bilhão de dólares com vistas a conter o fluxo de água poluída que chega ao mar. Os críticos afirmam que até agora, grande parte do trabalho feito em Fukushima para estabilizar a usina é temporário.


