São Paulo - O total de brasileiros mortos no Líbano em decorrência dos ataques de Israel contra o sul do país, em confrontos com o grupo terrorista Hezbollah, iniciados no último dia 12, chegou a sete ontem. Mais de 300 pessoas já morreram no Líbano e outras 29 em Israel.
Apesar dos esforços da ONU (Organização das Nações Unidas (ONU) e da comunidade internacional para pôr fim à violência, nem Israel nem o Hezbollah sinalizam a interrupção de seus ataques.
A atual crise teve início com o sequestro de dois soldados israelenses, além da morte de outros oito militares, em uma ação levada a cabo pelo grupo terrorista Hezbollah, no último dia 12.
O governo de Israel tem realizado ininterruptos ataques por ar, terra e mar, principalmente contra o sul do Líbano, onde o Hezbollah se concentra.
Israel pretende destruir a infra-estrutura da região para enfraquecer as ações do grupo e conseguir resgatar os dois soldados sequestrados. Em resposta, o Hezbollah lança diariamente dezenas de foguetes Katyusha contra o território israelense.
No dia mais mortífero desde o início dos ataques, bombardeios de Israel causaram a morte de 57 pessoas (56 civis e um membro do Hezbollah), apenas ontem.
Durante confrontos por terra, quando tropas israelenses cruzaram a fronteira para invadir locais de concentração do Hezbollah no Líbano, dois soldados israelenses morreram. A violência já retirou cerca de 1 milhão de pessoas de suas casas no Líbano.
Duas crianças (irmãos) israelenses também morreram ontem, vítimas de foguetes Katyusha lançados pelo Hezbollah. O alvo foi a cidade de de Nazaré, no norte de Israel, elevando a 16 o total de civis israelenses mortos nos ataques do Hezbollah, desde o último dia 12. Outras 12 pessoas ficaram feridas.
Dois bombardeiros de Israel atingiram ontem um posto da ONU em Maroun al Ras, que abrigava cerca 36 pessoas no sul do Líbano. Não houve registro de vítimas, mas o ataque causou danos materiais, segundo o porta-voz das Forças Interinas das Nações Unidas no Líbano (Unifil).
Outro ataque israelense atingiu um segundo posto da Unifil em Naqoura, sem deixar vítimas, também no sul do país.
Em 1996, durante campanha militar contra o Líbano, a aviação israelense atingiu um posto da Unifil, no vilarejo de Qana, causando a morte de 106 civis que estavam abrigados no local.

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