O governo equatoriano declarou ontem estado de ‘‘emergência nacional’’ como forma de preservar a tranquilidade do país durante a greve geral marcada para hoje e amanhã. ‘‘Está declarado o estado de emergência nacional e se estabelece como zona de segurança todo o território da República. Determina-se a mobilização dos serviços públicos para restabelecer as condições requeridas para o desenvolvimento das atividades sociais’’, afirma o decreto assinado pelo presidente equatoriano, Jamil Mahuad.
Feriado bancário O feriado bancário decretado pelo governo do Equador deverá prolongar-se até amanhã, inclusive, para evitar que a população em pânico por causa da crise econômica e financeira do país saque todos os recursos depositados nos bancos, que ontem continuavam fechados pelo segundo dia consecutivo. Enquanto a equipe da ministra das Finanças, Ana Lucia Armijos, discutia medidas de ajuste que podem levar até à dolarização da economia equatoriana, como ela mesmo admitiu ontem, a Frente Popular, entidade de esquerda que reúne sindicatos e organizações de oposição, detalhava a greve geral de 48 horas que começa hoje.

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