Caracas - O secretário-geral da OEA, César Gaviria, declarou que o governo do presidente Hugo Chávez e a oposição da Venezuela ainda não encontraram pontos em comum na busca de uma saída eleitoral para a crise do país. ''Em todo caso foi uma boa sessão, apesar de não estarmos próximos de uma solução'', disse Gaviria anteontem, após mediar o encontro entre representantes do governo e da oposição.
O secretário informou que os dois lados estão de acordo que uma solução através do voto passa pelo fortalecimento do sistema eleitoral, acrescentando que o encontro foi totalmente dedicado a este tema. As partes concordam ''que no caso de uma solução ou opção eleitoral é necessário um árbitro que tenha toda a credibilidade das partes'', destacou Gaviria.
O governo e a oposição, que exige a renúncia de Chávez, ''decidiram continuar com seus contatos permanentes para evitar choques entre as forças políticas'' e baixar o tom dos conflitos na Venezuela, disse o secretário-geral. Neste fim de semana não haverá reuniões entre as partes, mas os grupos políticos irão se encontrar separadamente.
Proposta rejeitada - O presidente Hugo Chávez rejeitou na sexta-feira a sugestão dos Estados Unidos sobre a antecipação das eleições para resolver a crise política no país. Em declarações à rede de televisão CNN, Chávez disse que a Constituição da Venezuela não prevê este mecanismo e que seu governo não quer afastar-se da Carta Magna.
A Casa Branca havia manifestado sua preocupação com a crise venezuelana e pedido uma solução através das urnas. ''É preciso uma solução eleitoral pacífica, democrática, constitucional e politicamente viável'', disse Ari Fleischer, porta-voz do presidente George W. Bush.
Chávez enfrenta há 12 dias uma greve geral convocada por empresários, sindicatos e partidos políticos para obter sua renúncia e a antecipação das eleições.

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