Crise na Venezuela causa mais uma morte
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quinta-feira, 04 de março de 2004
France Presse 
Caracas - Uma mulher morreu ontem em enfrentamentos entre manifestantes opositores ao presidente Hugo Chávez e a Guarda Nacional na zona petroleira de Machiques, Estado de Zulia, oeste de Caracas. Com esta nova vítima aumenta para oito o número de mortos registrados na Venezuela desde sexta-feira passada, além de dezenas de feridos a bala. A vítima era militante do partido social-democrata Ação Democrática (AD) e foi atingida quando os manifestantes tentavam bloquear uma estrada.
Em Caracas, centenas de opositores do governo fizeram uma passeata pedindo a libertação dos mais de 300 detidos pelas forças de segurança, depois de seis dias de violentos protestos em defesa das assinaturas de um abaixo-assinado para pedir um referendo revogatório do mandato do presidente Hugo Chávez.
Os manifestantes seguiram até a sede da Magistratura em Chacao (leste da capital), onde entregaram um documento em defesa dos presos pelas forças de segurança. ''Viemos para denunciar a detenção de 300 venezuelanos de forma injustificada'', afirmou o dirigente opositor Antonio Ledezma.
Ledezma assegurou que também protestavam pela remoção de dois juízes que liberaram um grupo de opositores que haviam participado na colocação de barricadas e queima de pneus em várias zonas da capital. Os distúrbios deixaram sete mortos e dezenas de feridos desde sexta-feira passada.
Ontem o embaixador venezuelano ante a ONU, Milos Alcalay, pediu demissão de seu cargo em protesto pela situação em seu país, anunciou a sede da organização em Nova York. ''Lamento constatar que meu país se afasta dos princípios fundamentais que devem sempre estar presentes na atuação de uma diplomacia inspirada pelos valores democráticos'', afirmou Alcalay em carta lida ante à imprensa.


