LIMA - Os 72 reféns mantidos pelo grupo Tupac Amaru na embaixada japonesa em Lima completam dois meses e dois dias no cativeiro, sem que haja nenhuma esperança para a solução da crise, a mais longa do tipo na América Latina. Apesar da existência de um diálogo preliminar entre o governo peruano e o grupo armado, a postura dos dois lados é intransigente depois de três encontros.
Ontem, quando se completaram 62 dias do cativeiro, surgiram as primeiras especulações de que o prolongamento do sequestro e a falta de uma solução em vista pode estar prejudicando a saúde dos reféns. O Ministério da Saúde informou que o quadro dos reféns é bom, mas advertiu que ‘‘uma emergência pode acontecer a qualquer momento’’.
Entre os reféns que poderiam ter algum tipo de problema de saúde estão o congressista Gilberto Siura, o ex-presidente da Corte Suprema, Moisés Pantoja, e ‘‘dois ou três mais’’, segundo o ministério. Siura está sob tratamento contra câncer e Pantoja sofre de artrite.
Ontem, o sequestro do MRTA superou em duração o feito em 1990 pelo M-19 da Colômbia, que ocupou a casa do embaixador dominicano e manteve o diplomata em cativeiro por 61 dias, junto com outras pessoas. O sequestro em Bogotá só acabou depois que foi pago o resgate de US$ 2 milhões e os rebeldes foram autorizados a embarcar para Cuba.

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