Crise dominará cúpula em Brasília
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O Plano Colômbia, oficialmente criado para derrotar o narcotráfico e não as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pode transformar-se em um dos principais temas de discussão da 1ª Reunião de Presidentes da América do Sul, na quinta e sexta-feiras, em Brasília.
No encontro, do qual participarão 12 chefes de Estado, a crescente violência e o aumento do tráfico de drogas no território colombiano não devem passar incólumes, mais ainda quando estatísticas extra-oficiais mostram que dos 38 milhões de colombianos pelo menos sete são sequestrados a cada dia.
A visita do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, hoje à Colômbia coincide com o incremento da violência no país, onde cerca de 28 civis e um soldado foram assassinados nos últimos três dias por paramilitares e guerrilheiros. Durante a visita, Clinton deve exortar o presidente Andrés Pastrana a aplicar rapidamente o Plano Colômbia, que poderá ter participação do Panamá. Os EUA prometeram melhorar o rating desse país como nação colaboradora no combate ao narcotráfico, de acordo com palavras do embaixador norte-americano no Panamá, Simón Fierro.
O peso colombiano caiu ontem frente ao dólar em Bogotá, estabelecendo nova mínima recorde. De acordo com operadores, o peso foi nocauteado pelas incertezas com relação ao resultado da visita do presidente Bill Clinton, hoje ao país. A moeda norte-americana fechou a 2.207,50 pesos, de 2.202,60 pesos no fechamento de anteontem. O dólar flutuou entre a mínima de 2.199,50 pesos e a máxima, de 2.207,70 pesos. O volume somou US$ 120,4 milhões. Na véspera da visita de Clinton, há inúmeras questões sem resposta com relação a estabilidade do país e muitas empresas preferiram buscar segurança comprando dólares, disse uma fonte.


