France PresseMesmo tamanhoMahatir e Zemin, na chegada à conferência em Kuala Lumpur: reunião preliminar para conferir preocupações idênticasA crise financeira da Ásia paira como uma nuvem negra sobre a maior reunião regional de líderes do Sudeste e do Leste da Ásia, entre advertências de que não há saídas rápidas para o problema das moedas. O primeiro-ministro da Malásia, Mahatir Mohamad, e o presidente da China, Jiang Zemin, expressaram preocupação ontem durante uma reunião de uma hora com o fato de que os pacotes do FMI para auxiliar as economias asiáticas não resolveram as crises financeiras.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) forneceu mais de US$ 100 bilhões para ajudar a Tailândia, a Indonésia e a Coréia do Sul depois que a crise econômica começou em julho em Bangcoc. Os nove membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) foram acompanhados pela primeira vez pela China, Japão e Coréia do Sul.
A Asean, que compreende a Malásia, Tailândia, Cingapura, Indonésia, Vietnã, Brunei, Filipinas, Burma e Laos, está comemorando seu 30º aniversário, e a conferência deveria revolver ao redor de um plano chamado de ‘‘Vision 2020’’ para apontar os caminhos para o próximo século.
Falta sinalA conferência começou ontem com um jantar oferecido por Mahatir e os líderes da Asean deverão ter uma reunião fechada hoje. Em seguida haverá sessões com o Japão, a China e a Coréia do Sul até o encontro terminar na quinta-feira. Mas as duras realidades econômicas colocaram uma sombra sobre a visão da Asean para o futuro.
O delegado do Japão disse que uma solução da noite para o dia seria um sonho, e que o que é mais importante é que os líderes da Asean endossem o acordo de Manila. O acordo de Manila, feito em novembro e que envolve países asiáticos e os Estados Unidos, pede um novo e rápido financiamento do FMI para auxiliar as economias em crise, mas ainda não foi posto em prática.
A maioria dos líderes concordou em que taxas de câmbio são um dos principais assuntos a serem discutidos e que seria de grande ajuda se as superpotências econômicas do mundo - como os Estados Unidos, países europeus e o Japão - ‘‘dessem um sinal’’ de confiança nas economias asiáticas.

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