Crise aumenta na Colômbia com renúncias
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
José Luis Varela<br>France Presse 
Bogotá As renúncias do comandante das Forças Militares, general Jorge Mora, e do diretor da Polícia, general Teodoro Campo, provocaram um forte abalo na instituição armada da Colômbia, em meio à pior crise já registrada no governo do presidente Alvaro Uribe.
A saída de Mora, de 58 anos, foi anunciada ontem, um dia depois da renúncia de Campo, num momento em que o país vive uma onda de escândalos pela denúncia de que a Polícia de Medellín segunda maior cidade colombiana estaria envolvida em malversação de fundos da corporação.
Este cenário de turbulência teve início na quinta-feira passada com a demissão do ministro do Interior e Justiça, Fernando LondoÀo, e da ministra da Defesa, Marta Lucía Ramírez, no domingo. Os dois ministros, dois dos funcionários mais próximos ao presidente, e os generais Mora e Campo constituíam a coluna vertebral da política de segurança democrática, o carro-chefe do programa de Uribe para enfrentar os grupos armados irregulares.
''Acredito ter cumprido com meu dever. Fiz com decisão, firmeza e caráter, tentando acertar e corresponder à tão alta responsabilidade'', expressou Mora, ao anunciar que solicitou a baixa do serviço a partir do próximo dia 20.
A saída de Mora das Forças Militares parecia prevista nas mudanças de rotina da cúpula, pois seu período de serviço como general já tinha chegado ao seu limite quando o presidente Uribe o convocou para o cargo, logo no início de seu mandato.
O oficial negou que sua renúncia tenha sido provocada pela crise política.


