São Paulo - Um mal-entendido pode ter provocado a morte do tatuador brasileiro Luciano Windoski, 28, em Madri. Segundo seu pai, o bancário Mário Windoski, 58, o filho tentava apenas ajudar um amigo que estava apanhando quando recebeu uma facada. ‘‘Não foi isso que estão falando. Ele voltou (ao local do crime) para socorrer o amigo’’, disse o pai do brasileiro nesta quarta-feira em entrevista à reportagem por telefone de Porto Alegre, onde ele mora.
  Algumas agências de notícias internacionais informaram que Windoski e dois amigos teriam tentado roubar um lanche de um carrinho de vendedor ambulante durante a madrugada de ontem. Outros afirmam que tudo não passou de um mal-entendido, porque Windoski e os dois amigos que estavam com ele teriam falado apenas que o preço da mercadoria estava muito alto e teriam fingido que sairiam correndo, em uma espécie de brincadeira.
  Segundo Mário, o filho saiu naquela noite com os amigos e, na volta, um deles parou para comprar um lanche. ‘‘Quando foi pagar, o chinês disse que era um certo valor. Ele disse que era caro e que não podia pagar, e o chinês disse que ele ia pagar. Havia mais chineses em volta’’.
  Mário diz que, a partir de então, alguns chineses começaram a jogar objetos no amigo de Luciano, e os outros começaram a agredi-lo. ‘‘Quando começaram a bater e a chutar esse rapaz, meu filho estava mais à frente. Ele ouviu os gritos e voltou para ajudá-lo, porque o amigo estava apanhando no meio de cinco (chineses). Ele deve ter entrado naquele bolo, empurrado alguém, dado um soco em alguém, e o cara, por trás, deu a facada’’, diz ele.
  Segundo o pai do tatuador, a facada atingiu um de seus pulmões e a causa da morte foi insuficiência respiratória. ‘‘Estão dizendo que meu filho roubou um lanche e saiu correndo. Ele tinha tanto medo de ser deportado que quase não saía de casa’’, afirma Mário, dizendo que Luciano estava com a vida financeira equilibrada e havia acabado de comprar uma moto.

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