A ministra britânica para a Irlanda do Norte, Mo Mowlan, convocou a direção do presídio de alta segurança de Maze, onde há três dias foi assassinado o extremista protestante Billy Wright, para revisar o regime de semi-autonomia de seus prisioneiros políticos católicos e protestantes. Os observadores políticos internacionais estão com atenção concentrada no Ulster, onde o crime estabeleceu novamente uma perigosa tensão.
Mo Mowlan convocou o diretor da prisão, Martin Mogg, o diretor dos presídios do Ulster e o chefe da polícia da Irlanda do Norte, para fazer um balanço da situação depois do assassinato, ocorrido na prisão européia com maior número de terroristas - cerca de 500 - supostos ou reais. É difícil de explicar como pode ter ocorrido um assassinato assim diante dos guardas da Prisão de Maze, a supostamente mais bem vigiada do País.
No sábado, os assassinos, com armas de fogo, deixaram a ala onde estavam encarcerados e percorreram os telhados da prisão para matar Billy Wright. Ontem, três homens do Exército de Libertação Nacional Irlandês (Inla), grupo dissidente do Exército Republicano Irlandês (Ira) e contrário à trégua na província, foram acusados do assassinato e apresentados a um juiz.
A execução de Wright põe em dúvida as supostas condições excepcionais desta prisão, que em 1981 se tornou famosa quando 10 membros do Ira morreram depois de uma greve de fome, porque lhes foi negada a condição de prisioneiros políticos.

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