São Paulo - Ao menos 125 sírios, incluindo 68 crianças, que estavam sendo retirados das localidades sitiadas morreram no atentado com uma caminhonete-bomba realizado no sábado (15) contra um comboio de ônibus. O ataque é um dos mais violentos em mais de seis anos de guerra. Os mortos eram em maioria moradores dos vilarejos de al-Foua e Kefraya, na província de Idlib.

Um suicida explodiu sua caminhonete contra o comboio de 75 ônibus que transportavam habitantes de regiões leais ao regime assediadas pelos rebeldes, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O ataque aconteceu em Al Rashidin, periferia rebelde a oeste de Aleppo (norte), onde o comboio foi bloqueado durante várias horas por desacordos entre as partes em conflito.

Havia pelo menos 68 crianças entre as 125 vítimas fatais do atentado, informou neste domingo (16) o OSDH, alertando que o balanço pode mudar, pela quantidade de feridos em estado grave. No local, ficaram os ônibus carbonizados e, ao lado de uma cratera, uma caminhonete, provavelmente a utilizada no ataque, completamente destruída.

"Houve uma enorme explosão", contou Mayssa al Aswad, de 30 anos, que estava sentada em um ônibus com seu bebê de 6 meses e sua filha de 10 anos no momento do atentado. "A morte pode te surpreender em alguns minutos", acrescentou. Poucas horas depois do ataque, os comboios de pessoas retiradas retomaram o caminho para chegar a seu destino final.

O regime sírio acusou pelo atentado os "grupos terroristas", termo utilizado pelo governo para designar rebeldes e extremistas. Não houve reivindicação de responsabilidade pelo ataque.

O secretário-geral adjunto de assuntos humanitários e coordenador dos serviços de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU), Stephen O'Brien, disse estar "horrorizado" por este ataque "monstruoso e covarde".

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