Cerca de 47 milhões de crianças, provenientes de países-membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), vivem em situação de pobreza, de acordo com um relatório publicado esta semana pelo Centro de Pesquisas Unicef Innocenti (CPUI).
A OCDE é uma organização que reúne 29 países que estão entre os supostamente mais industrializados do mundo. Isso significa, como disse o diretor de comunicações do CPUI, Patrick McCormick, que 1 em cada 6 crianças vive em pobreza relativa ou absoluta nesses países.
A pobreza relativa mede a porcentagem de crianças que vivem em lares cuja renda é inferior à renda média da população de um determinado país. É por essa razão que alguns dos países mais ricos do mundo, como os EUA, têm um alto grau de pobreza relativa, pois há neles uma grande defasagem entre os ricos e os pobres.
Já a medida da pobreza absoluta leva em consideração a porcentagem de crianças vivendo em lares cuja renda se encontra abaixo da linha de pobreza oficial norte-americana.
Para que as taxas de câmbio para cada país possam corresponder à realidade interna, são usados métodos estatísticos que levam em consideração a paridade do poder aquisitivo de cada país.
Os países com os mais baixos índices de crianças vivendo em situação de pobreza relativa, o chamado ‘‘Clube dos 5%’’, são aqueles que mais se preocupam com programas sociais.

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