As escolas públicas de Israel praticam uma discriminação sistemática contra crianças palestinas, segundo denuncia a organização Human Rights Watch, com sede em Nova York. ''Os alunos árabes contam com menos escolas, pior equipadas que as judias e devem viajar muito mais para assistir as aulas, devido às políticas israelenses que limitam os movimentos da população palestina'', afirma um relatório de 187 páginas dessa organização de direitos humanos.
As escolas palestinas têm classes mais numerosas, com menos pessoal docente e, frequentemente, carecem de bibliotecas, computadores, laboratórios e até de áreas recreativas, como campos de esportes ou espaços ao ar livre. Enquanto a maioria das escolas judias possuem estúdios de filmagem ou teatros, nenhuma das doze escolas árabes visitadas pela HRW tinha instalações semelhantes.
Os palestinos constituem quase 25% da população de Israel em idade escolar, mas não atingiram 6% do total de matrículas universitárias em 1999, de acordo com o estudo. ''A infância palestina recebe uma educação inferior à judia em todos os aspectos, e o seu rendimento escolar, relativamente inferior, reflete esse fenômeno'', disse Zama Coursen-Neff, consultora da Divisão sobre Direitos da Infância do HRW.
Paquistão O ministro paquistanês do Interior, general Moinuddin Haider, reuniu-se ontem, em Carachi, com os responsáveis pelas escolas de Corão para apresentar um novo plano de ensino. As autoridades paquistanesas vão criar, com fundos norte-americanos, um banco de dados sobre as madrassas, englobando os perfis de cada estudante e o ensino das escolas corânicas.
Segundo o jornal paquistanês ''The News'', os Estados Unidos deverão conceder US$ 100 milhões, para que o Paquistão coloque em marcha esse projeto global de controle do clero e das madrassas, que deram origem ao Taleban afegão. Aquelas escolas são consideradas pelo governo norte-americano como ''viveiros de extremistas''.
O programa inclui o controle de publicações emitidas das madrassas e as editoras filiadas. Prevê a criação de uma célula especial de serviços de ensino paquistaneses para infiltração nas escolas corânicas e encarregados de observar os estudantes e professores nos contatos com estrangeiros, sobretudo os que passam o fim de semana no Afeganistão.
A verba servirá também para estabelecer novos programas escolares para essas escolas que apenas ensinavam o Corão. Os professores devem aceitar formação profissional que lhes permita seguir os novos programas, os que não concordarem serão substituídos.
As escolas corânicas permitem a milhares de crianças pobres adquirir um mínimo de educação e de alimentação diante do quadro caótico do sistema de ensino paquistanês clássico.

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