Mais de 300 mil menores e adolescentes de menos de 18 anos estiveram implicados em conflitos armados no mundo inteiro em 1999, afirma Anistia Internacional.
Na África, mais de 120 mil menores são utilizados com soldados nos conflitos em Angola, Burundi, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Somália e Sudão.
Eles são recrutados tanto por rebeldes como pelas forças governamentais no continente africano.
Em Serra Leoa, onde os menores constituem não menos de 10% das forças rebeldes que atacaram a capital, Freetown.
Arrancados a suas famílias, drogados e fanatizados, alguns deles são incitados a cometer homicídios e mutilações.
O governo serra-leonês se comprometeu reiteradamente a acabar com esse tipo de recrutamento infantil e inclusive desmobilizou ‘‘alguns’’, acrescenta o informe.
As forças governamentais reconheceram em novembro do ano passado que na região de Kabala contavam em suas fileiras com 200 adolescentes de 15 a 18 anos e que não foi feito nenhum esforço para devolvê-los à vida civil.
A organização humanitária considera muito inferior à realidade o número de 5.400 menores soldados em Serra Leoa fornecido pelas Nações Unidas.
O recrutamento forçado de meninos e adolescentes também se produz em Angola, onde Anistia cita como exemplo o sequestro por combatentes da guerrilha Unita de 80 menores de 12 a 18 anos.
O governo angolano tem sido acusado também de operações de caça de adolescentes, durante as quais alguns foram espancados e inclusive mortos.
Do mesmo modo, nas cidades de guarnição controladas pelo governo no Sul do Sudão, o exército recrutou pela força.
Mas os rebeldes sudaneses fizeram a mesma coisa e se apoderaram de menores de 15 anos, que internaram em acampamentos de treinamento militar. Em Guiné-Bissau, menores combateram nos dois lados, o da Junta e o dos soldados leais ao presidente. (F.P.)

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