Cresce pressão nas ruas contra Governo de Seul
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de janeiro de 1997
Zeno Park, da France Presse 
SEUL - A Confederação Coreana de Sindicatos (CCS) anunciou ontem um espaçamento das greves, que só acontecerão um dia na semana, mas a pressão nas ruas continua forte. Pela manhã a polícia dispersou os manifestantes disparando dezenas de bombas de gás lacrimogêneo.
O líder carismático da CCS, Kwon Young-Kil, anunciou que, a partir de amanhã, as greves serão realizadas todas as quartas-feiras, sem o setor público.
Esta iniciativa está destinada a minimizar o impacto das greves e manter o apoio da opinião pública, disse Kwon.
Mas apesar dos sinais de apaziguamento que se sucedem desde sexta-feira, cerca de 5 mil pessoas, em sua maioria estudantes, enfrentaram ontem por várias horas a polícia antidistúrbios, que lançou uma grande quantidade de bombas de gás lacrimogêneo visando evitar a chegada dos manifestantes à catedral, onde estão os principais dirigentes sindicais.
Demissão de Kim Young-Sam (o Presidente), gritavam os manifestantes, que se lançaram contra a polícia armados com barras de ferro, mas sem conseguir romper a barreira.
Inúmeras manifestações foram realizadas em cidades de província, reunindo 20 mil pessoas em Pusan (Sul), cidade onde nasceu o Presidente Kim, e várias centenas em Kwangju (Sudoeste).


