Cresce a percepção de que China será a maior potência mundial
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Marcelo Ninio<br>Folhapress 
Pequim - A percepção de que a China está a caminho de ser a maior potência econômica do planeta está em alta no mundo, segundo uma ampla pesquisa de opinião publicada ontem. Conduzido em 39 países pelo centro de pesquisa Pew, o levantamento conclui que nos últimos cinco anos cresceu a impressão de que os EUA perderam o posto para a China.
Na nova pesquisa, 34% dos consultados apontam o país asiático como número um, contra 20% em 2008. Em relação aos EUA, a confiança caiu de 47% para 41%.
"Desde a crise financeira de 2008, as percepções sobre a balança de poder econômico vêm mudando", afirma o centro Pew, na introdução do estudo.
A tendência é especialmente visível em alguns dos maiores aliados dos EUA na Europa. A porcentagem dos que consideraram a China a maior potência econômica foi de 53% no Reino Unido e de 59% na Alemanha.
Nos países da América Latina que participaram da pesquisa, o Brasil está entre os que demonstraram a menor convicção sobre o domínio chinês: 38% apontaram o país asiático como a principal potência econômica, contra 52% na Venezuela, 51% no Chile e 50% na Argentina e no México.
Mesmo onde os EUA ainda são vistos no topo, muitos acreditam que a ultrapassagem da China é uma questão de tempo. Dos 39 países incluídos na consulta, em 23 a maioria acha que a China já é a principal potência econômica ou virá a ser.
Os americanos se mostram divididos sobre o futuro status econômico global de seu país. Quase metade (47%) respondeu que a China em algum momento superará os EUA no primeiro posto.
Em 2011 a China passou o Japão para se tornar a segunda maior economia do mundo. Muitos economistas acreditam que a chegada ao primeiro lugar poderá ocorrer já por volta de 2020.
A mudança na balança de poder, entretanto, não resultou numa imagem mais positiva do país asiático. O estudo conclui que os EUA gozam de imagem mais favorável (63% dos entrevistados) do que a China (50%).
A pesquisa foi feita entre março e abril, antes de o analista Edward Snowden revelar segredos de programas de espionagem dos EUA que bisbilhotaram milhares de pessoas ao redor do mundo.


