São Paulo – O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, disse ontem, em Nova York, que os fundos com os quais o país está em litígio não aceitaram ofertas de renegociação sobre a dívida. Kicillof se reuniu nesta quarta-feira com o negociador apontado pela Justiça dos EUA para um acordo, com representantes do fundo de investimentos NML e com representantes dos bancos privados argentinos, que fizeram uma proposta para intermediar uma solução. O ministro disse que o país está aberto a negociações e quer pagar 100% dos credores.
O país está em litígio com o fundo NML, para quem deve US$ 1,3 bilhão. O fundo venceu o governo argentino na Justiça do Estados Unidos, que determinou o pagamento imediato e na íntegra do débito. Pagar esses credores pode afetar toda a dívida renegociada, com outros credores, em 2005 e 2010, em uma conta que pode superar US$ 100 bilhões - as reservas do país hoje não chegam a US$ 30 bi.
Uma decisão judicial no dia 16 de junho determinou que a Argentina é obrigada a acertar suas contas com os fundos NML e Aurelius se quiser continuar a pagar os outros credores. O país tinha até quarta para entrar em um acordo, mas, mesmo com negociações de última hora, isso não aconteceu.
Quando o país reformou sua dívida, precisava incentivar os credores a aceitar a troca, que implicava perdas de cerca de 70% do que teriam direito antes do calote de 2001. Para isso, criou uma regra que dizia que qualquer oferta futura que fosse feita a quem tivesse ficado de fora do acordo seria estendida aos demais. O governo argentino afirma que essa cláusula o impediu de negociar com o NML.

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