AbidjanO Governo da Costa do Marfim espera a iminente rendição dos soldados rebelados em duas cidades do norte do país para evitar um grande derramamento de sangue, enquanto as tropas francesas aguardam ordens para retirar seus compatriotas. O primeiro-ministro marfinense, Affi N'Guessan, declarou que ''o Governo está preparado para examinar a situação dos rebeldes, depois que estes deponham suas armas''.
As declarações de N'Guessan contrastam, por seu tom mais rígido, com as do ministro da Defesa, Moise Lida Kouassi, que ameaçou lançar ''batalhas ferozes'' contra os 700 soldados rebelados.
Desde a última sexta-feira vários comboios de tropas leais ao Governo se concentraram em Yamoussoukro, a 100 quilômetros de Bouaké, segunda cidade em importância do país controlada pelos rebeldes, assim como de Korhogo, 200 quilômetros do norte.
Os soldados insurgentes se fortaleceram nas áreas muçulmanas do norte, opostas ao Governo do presidente marfinense Laurent Gbagbo, o que, segundo os analistas, agrava a divisão já existente com o sul, de maioria cristã.
As autoridades acusaram Burkina Fasso, um dos países de fronteira ao norte, de maioria muçulmana, de apoiar a rebelião.

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