AbidjãAs regiões de Buaké (centro) e Korhogo (norte) foram declaradas ''zonas de guerra'', anunciou ontem à televisão nacional o ministro marfinense da defesa, Moise Lida Kuassi, afirmando que seu país vive uma ''agressão externa'' e uma ''guerra de ocupação''. ''Não há dúvida de que a Costa de Marfim vive uma agressão armada cujo objetivo é derrubar as instituições legais. Todos os partidos políticos e organizações da sociedade civil declararam que não estavam por trás deste golpe de Estado, assim só pode se tratar de uma organização externa. Estamos vivendo uma verdadeira guerra de ocupação de nosso território'', disse. ''Declaramos a partir deste momento as zonas de Buaké e Korhogo ''zonas de guerra e todo aquele que se achar armado nas próximas horas nestas regiões, além das forças aliadas, será considerado um inimigo'', afirmou, assinalando que as forças da ordem agiriam em ''legítima defesa''.
Costa de Marfim enfrenta desde 19 de setembro passado uma revolta militar e os rebeldes já controlam as cidades de Buaké e Korhogo.
MortosOs combates entre rebeldes entrincheirados em Buaké e tropas governamentais marfinenses causaram pelo menos uma centena de mortos, constatou ontem no necrotério da cidade um correspondente da AFP.
Os cadáveres se acumulavam ontem no necrotério de Buaké, que tem capacidade para conservar 70 corpos, mas observa-se já uma superposição de cadáveres.
Por enquanto, é impossível determinar se os mortos eram do exército governamental, dos soldados rebelados ou de civis, vítimas de balas perdidas.
RetiradaOs Estados Unidos pediram ontem a seus cidadãos que abandonem a Costa do Marfim, palco de violentos choques militares nos últimos sete dias, informou o Departamento de Estado.
''Embora (a situação) aparente estar calma agora, vamos evacuar os norte-americanos das áreas de distúrbios'', afirma o comunicado do departamento de Estado.
''Os aeroportos continuam abertos, mas os norte-americanos devem aproveitar para sair do país antes que sejam bloqueados'', conclui o comunicado.

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