ParisOs rebeldes da Costa do Marfim estão atualmente em ''uma situação defensiva'' e sua ''margem de manobra é reduzida'', segundo o primeiro-ministro, Pascal Affi N'Guessan. ''Ficarei surpreso se no interior do país houver mais de mil rebeldes. Sabe-se que entre eles há os de Burkina Fasso, Serra Leoa e Libéria'', além de marfinianos, disse N'Guessan em uma entrevista publicada ontem pelo jornal francês ''Le Monde''.
N'Guessan afirma que estão se reduzindo ''pouco a pouco'', para 400 ou 500, os rebeldes que lançaram um ataque fracassado contra a capital.
Parte deles está na zona norte do país (em Bouaké e mais ao norte), outros se refugiaram com seus familiares e os que não são da Costa do Marfim ''vagam'' pelo território, acrescenta N'Guessan.
Perguntado sobre a posição da França diante da rebelião nessa ex-colônia, o primeiro-ministro destaca que se espera um apoio material e um ''compromisso político claro'' em favor do Governo marfiniano.
Apelo de Burkina FassoO presidente de Burkina Fasso, Blaise Compaoré, expressou sua vontade em conseguir a ''reconciliação'' com as autoridades da Costa do Marfim, que acusaram o regime de estar por trás da rebelião do último dia 19.
Em uma entrevista ao diário francês ''Le Croix'' divulgada ontem Compaoré afirmou: ''Sim, queremos a reconciliação. Vale mais trabalhar para deter o conflito. É preciso, sobretudo, tentar estabelecer o diálogo, seja entre a Costa do Marfim e Burkina Fasso coisa feita como também entre os rebeldes e o poder marfiniano''.
IgnorânciaO embaixador da Costa do Marfim na ONU, Djesan Philippe Djangone-Bi, reconheceu ontem que seu governo não sabe com exatidão quem está por trás da rebelião no país africano. Djangone-Bi também se mostrou certo de que é financiada com recursos estrangeiros.

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