A Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos rejeitou ontem uma proposta que pretendia legalizar o uso médico da maconha, alegando que as leis federais sobre a proibição desta droga não permitem qualquer exceção.
Oito juízes entre os nove da Corte disseram que não existe uma ‘‘necessidade médica excepcional’’ que justifique o consumo ou a distribuição comercial da maconha.
‘‘A maconha não oferece benefícios médicos cientificamente comprovados para que mereça esta exceção, salvo quando a planta é usada para pesquisas consentidas pelo governo’’, disse Clarence Thomas, que presidiu a Corte.
A Corte Suprema justifica sua decisão considerando que não pode ir ‘‘contra o conteúdo expressado por uma lei do Congresso’’.
Esta é a primeira vez que os juízes da mais alta instância jurídica dos Estados Unidos se expressam sobre este caso, aberto em 96.
Os californianos tinham votado esse ano a favor da posse e do cultivo da maconha, sempre sob recomendação médica.

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