São Paulo - A Corte Suprema do Paquistão anunciou ontem que iniciará em 13 de fevereiro o processo em que o primeiro-ministro do país, Yusuf Raza Gilani, é acusado de desacato por se recusar a enviar um comunicado à Suíça para reativar um processo judicial contra o presidente Asif Ali Zardari.
A medida ocorre após a queda de uma lei de anistia de 2007 que impedia que Zardari fosse julgado sobre crimes de corrupção e evasão de divisas na década de 1990. Após a retirada da regra, em 2009, a Suprema Corte decidiu retomar o processo.
No último dia 18, o primeiro-ministro paquistanês foi convocado pela Suprema Corte do país para tentar esclarecer sobre o suposto desacato e defendeu a imunidade do presidente do país, Asif Ali Zardari.
Esta foi a terceira vez na história do Paquistão em que a Suprema Corte convoca um primeiro-ministro para prestar esclarecimentos. Gilani foi chamado para explicar o motivo de o Executivo não ter aplicado um veredicto do Supremo que anulou a anistia aprovada em 2007 pelo regime do general Pervez Musharraf, que favoreceu centenas de políticos.
O principal dos beneficiados é o próprio presidente Zardari, cujo processo por lavagem de dinheiro fora arquivado na Suíça.
A Suprema Corte, a mais alta instância jurídica do Paquistão, anulou em 2009 um decreto de anistia geral que exonerava, entre outros, Zardari de se responsabilizar perante a Justiça em um caso de suposto desvio de fundos públicos transferidos a um banco suíço.

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