Corte da Turquia rejeita banir partido governista
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
Folhapress 
São Paulo- A Corte Constitucional da Turquia rejeitou ontem os recursos para a proibição do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK, governista), acusado de ''atividades antilaicas''. No entanto, os juízes decidiram privar o partido de parte de seu financiamento público. ''Foi decidido não dissolver o Partido da Justiça e Desenvolvimento'', afirmou o presidente do tribunal, Hasim Kiliç, à imprensa.
Dos 11 magistrados que deliberaram sobre o caso desde segunda-feira, seis votaram a favor, quatro pela suspensão de ajudas estatais e um rejeitou a solicitação de banimento. Era preciso o voto de pelo menos sete juízes para banir o AK.
''O veredicto de cortar verba estatal foi dado porque os membros da corte decidiram que o partido realizou atividades anti-seculares, mas não sérias o suficiente (para banir o partido)'', disse Kiliç.
A decisão põe fim a meses da incerteza política que abalou os mercados da Turquia com o temor de que o partido eleito democraticamente fosse banido.
O AK foi eleito com 47% dos votos no último ano e negou estar violando a Constituição laica por apoiar atividades islâmicas.


