Corte da Argentina anula indulto de militar
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Folhapress 
Buenos Aires- A Corte Suprema argentina deu ontem mais um passo para permitir que os repressores da última ditadura militar argentina (1976-1983) sejam julgados por supostos crimes cometidos durante o regime ao declarar inconstitucional o indulto dado pelo presidente Carlos Menem, em 1989, a Omar Santiago Riveros, 83, ex-comandante dos Institutos Militares, órgão que controlou centros de detenção clandestinos.
Antes de ser indultado, Riveros cumpria pena por homicídio qualificado, crime pelo qual foi julgado em 1985.
A decisão da Corte, tomada por quatro votos a favor, dois contrários e uma abstenção, abre caminho para que sejam declarados nulos os indultos contra outras dezenas de militares indultados por Menem, como Jorge Rafael Videla e Eduardo Massera, integrantes da junta militar que governou a Argentina entre 1976 e 1981. Um tribunal de instância inferior já considerou inconstitucionais os indultos contra Massera e Videla.


