Corte confirma apedrejamento
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quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Folhapress 
São Paulo - A Alta Corte de Teerã, no Irã, rejeitou ontem reabrir o caso de Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte por apedrejamento por adultério, e recomendou a manutenção da pena. A informação foi divulgada pelo Comitê Internacional contra Apedrejamento. A Alta Corte deve confirmar na próxima semana se a execução de Sakineh vai ser realizada.
O processo deve seguir agora para decisão final do vice-procurador-geral, Saeed Mortazavi. Caso a condenação seja confirmada, será uma derrota para a comunidade internacional, que pressiona Teerã a desistir da pena. Todas estas decisões são tomadas sem a presença do advogado de Sakineh, Mohammad Mostafaei, que fugiu pela fronteira do país com a Turquia e entrou ontem com um pedido por asilo, de acordo com informações da agência da ONU para refugiados.
Mostafaei foi chamado a depor à Justiça iraniana no último dia 24. Depois de cerca de quatro horas de interrogatório, ele foi liberado, mas acabou reconvocado horas depois, já com a notícia da prisão dos seus familiares. Na ocasião, ONGs internacionais de defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch lançaram apelos para que o governo de Mahmoud Ahmadinejad parasse com o ''assédio'' e a ''intimidação'' contra o advogado. Três dias depois, a Justiça iraniana emitiu um mandado de prisão contra ele.


