São Paulo - O julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e de sete de seus antigos colaboradores pela execução de 143 iraquianos no vilarejo de Dujail (norte do Iraque) em 1982 foi adiado ontem, pouco tempo depois de ser iniciado.
Os juízes aceitaram o pedido de suspensão da audiência, feito pelo chefe da equipe de advogados de defesa, Khalil al Dulaimi, baseado no fato de que sua equipe teve pouco tempo para ler o extenso material da acusação. O julgamento foi realizado na capital iraquiana, Bagdá, e conta com um grande aparato de segurança em torno dos acusados.
O juiz que preside o julgamento, Rizgar Mohammed Amin (de origem curda) chegou a perguntar a Saddam se era culpado ou inocente e o ex-ditador respondeu: ''Eu disse o que eu disse. Eu não sou culpado'', referindo-se à leitura de sua defesa, em que afirmou ser inocente.

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