Corrida pela sucessão leva Israel à incerteza
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
France Presse 
Jerusalém- O anúncio da iminente demissão do primeiro-ministro Ehud Olmert mergulhou Israel em um período de incertezas, reavivando uma guerra de palavras e as especulações em torno da convocação de eleições antecipadas. Envolvido em uma série de escândalos de corrupção, Olmert anunciou que não se candidatará no dia 17 de setembro às eleições primárias organizadas entre os 50.000 membros de seu partido, o Kadima, desistindo de se manter no cargo.
Os dois principais candidatos na disputa, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, e o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, saudaram a decisão de Olmert.
As pesquisas apontam no momento uma pequena vantagem de Livni sobre Mofaz, considerado um ''falcão'', ou seja, um político de linha mais dura. A rádio militar indicou que após o anúncio de Olmert, cada vez mais deputados do Kadima apóiam Livni.
O primeiro-ministro - que nos últimos dias manteve relações muito tensas com a chefe da diplomacia- também assegurou que não intervirá na eleição de seu sucessor.
Segundo a legislação israelense, o presidente do país, Shimon Peres, encarregará o próximo líder do Kadima, partido com maior representação no Parlamento, da formação de um novo governo. Terá um prazo de 42 dias para conseguir uma maioria parlamentar que vote a confiança nesse gabinete. Em caso de fracasso, o chefe de Estado pode dar a outro deputado essa mesma incumbência ou proclamar que é impossível a formação de um governo e propor então ao Parlamento a votação de uma lei de dissolução antes do final natural da legislatura da Kneset (Parlamento israelense), em 2010.


