São Paulo- Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Colômbia, Álvaro Uribe, encerraram ontem em Santo Domingo, com um aperto de mãos, a crise diplomática iniciada com uma incursão militar colombiana em território equatoriano no último sábado. ''Com o compromisso de não agredir nunca mais um país irmão e o pedido de perdão, podemos dar por superado este gravíssimo incidente'', disse Correa dirigindo-se a Uribe, que se aproximou para cumprimentá-lo durante a sessão plenária da Cúpula do Grupo do Rio, realizada na capital dominicana.
A reunião discutiu principalmente a crise regional desencadeada pelo ataque militar colombiano contra uma base das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no Equador, a 1,8 km da fronteira, que deixou mais de 20 mortos, entre eles o número dois do grupo guerrilheiro, Raúl Reyes.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, disse que os acordos alcançados hoje, pondo fim ao conflito entre Equador e Colômbia, permitem a retomada das relações de seu país com o governo colombiano.
No último sábado, Reyes foi morto por tropas colombianas no Equador. Outros 22 guerrilheiros morreram na ação. O ataque que matou Reyes causou uma grave crise diplomática entre Equador e Colômbia, que envolveu ainda a Venezuela e a Nicarágua.
No domingo, tanto Quito quanto Caracas anunciaram o envio de tropas às suas fronteiras com a Colômbia.
Na segunda-feira, Bogotá passou a fazer uma série da acusações contra Caracas e Quito, afirmando que os dois países são coniventes e favorecem as Farc -considerado um grupo terrorista-, com base em documentos encontrados no computadores de Reyes.
Ainda na segunda, o Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, atitude tomada também pela Nicarágua ontem.
Assassinato
Iván Ríos, um dos sete membros da cúpula da guerrilha colombiana das Farc, foi morto ontem em território colombiano, informou à AFP um funcionário da justiça que preferiu não ter o nome divulgado. Uma fonte do ministério da Defesa informou à AFP que Rios foi assassinado ''por seus próprios homens em troca de recompensa'' de 2,6 milhões de dólares oferecidos pelo governo colombiano.
Previamente, um funcionário da Justiça assegurou que Rios havia sido abatido durante operação do Exército que contou com a participação do Corpo Técnico de Investigação do Ministério Público (CTI) na zona rural do município de Samaná (400 km a oeste de Bogotá, no departamento de Caldas).

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