Correa deve controlar Congresso
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Sylvia Colombo<br>Folhapress 
Quito, Equador - Além dos 57% que o mantiveram no cargo de presidente do Equador por mais um mandato, o presidente Rafael Correa deverá obter, também, uma ampla maioria na Assembleia, segundo as projeções a partir dos votos já contabilizados.
O Alianza PAIS (Patria Altiva y Soberana), partido de Correa, deve ficar com cerca de 90 das 137 cadeiras no Congresso unicameral do país, formado por representantes nacionais e provinciais.
A segunda força, o Creo, partido do segundo colocado, Guillermo Lasso, surge com apenas 12 congressistas, também de acordo com resultados parciais.
"É a primeira vez em muitos anos que alguém tem tanto poder no Equador", diz o cientista social Simón Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. "A composição da Assembleia indica também o ocaso da esquerda mais radical e a consolidação de Correa como um fenômeno caudilhista. As pessoas não votaram nos candidatos, mas nele."
Segundo ele, a votação, tanto para presidente como para a Assembleia, demonstra que Correa está se tornando um líder de centro e esvaziando as opções de centro-esquerda e centro-direita.
"Com isso, sobram pífios oposicionistas nos extremos. De um lado, a esquerda mais radical, que não obterá nem 5% das preferências, de outro, a direita mais conservadora, com igual representação", declara.
Em seu discurso de anteontem na Avenida Los Shyris, uma das mais importantes de Quito, onde realizou a festa da vitória, Correa disse que a maioria na Assembleia a livrará dos boicotes e dos golpistas.
Ontem, o atual presidente da Assembleia equatoriana, Fernando Cordero, anunciou que a Casa começaria a votar imediatamente a Lei de Comunicação. Polêmico por criar cotas para concessão de rádios e uma agência controladora da mídia, o projeto havia sido travado pelo atual Congresso do país. Correa declarou que a aprovação da lei é uma de suas prioridades para o novo mandato. O presidente também disse que não tentará mudar a Constituição para obter um terceiro mandato.



